Compra da Motorola Mobility pelo Google é aprovada nos EUA e União Europeia
A bilionária aquisição do Google finalmente foi aprovada por reguladores americanos e europeus. O gigante da internet deliberou no ano passado comprar a Motorola Mobility por $12,5 bilhões de dólares, mas o acordo ainda não havia sido concluído.
A conclusão da aprovação teve de ser concluída com termos bem impertinentes. Os reguladores disseram que iriam “manter o olho afiado nas ações do Google para garantir que as patentes essenciais da Motorola para a indústria de telecomunicações sejam licenciadas a preços justos”.
Com esta aquisição, o gigante da web obteve o sinal verde para colocar as mãos nas 17 mil patentes da Motorola Mobility e outros 7,5 mil pedidos de patentes, que deverão ser usadas para proteger o ecossistema do Android e suas parceiras contra empresas rivais; a Apple e Microsoft, por exemplo.
A maior compra da história do Google, também marca o começo de uma confluência no setor de hardware, um mercado onde a empresa tem pouca experiência. De acordo com a própria companhia, a Motorola vai continuar operando em unidades separadas da Google Inc.

Apesar de a aquisição ter sido aprovada nos Estados Unidos e Europa, ainda falta os reguladores da China, Taiwan e Israel assinarem o acordo. Parece que do outro lado do mundo as coisas não serão simples quanto parecem. Autoridades em defesa da concorrência querem impedir que as empresas rivais abusem quando forem licenciar patentes.
O comissário da União Europeia, Joaquin Almunia, disse aos jornalistas em Bruxelas que a “decisão de aprovar o acordo não significa que eles não estão preocupados com a possibilidade do Google abusar de sua propriedade ligando diretamente algumas patentes com seus dispositivos Android”.
Reguladores determinaram que o envio das patentes para as mãos da empresa de internet não se alterou substancialmente de modo a diminuir a concorrência, mas a forma como o Google pode administrar essas patentes no futuro “continua a ser uma preocupação significativa”.
“Isso não é o suficiente para bloquear a fusão, mas nós vamos estar vigilantes”, disse Almunia.
Os órgãos reguladores chineses têm até o dia 20 de março para decidir se aprova ou não o negócio ou inicia uma terceira fase de revisão.